Início › Análises › Solar & geração › Nº 144
Solar & geraçãoPT · EN

Nº144

Agrivoltaico de Heggelbach e os resultados do Fraunhofer ISE

Publicação comentadaPost de The Energy Shift: “The Farm That Produces Energy” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

O sistema agrivoltaico de Heggelbach, no sul da Alemanha, registrou eficiência de uso da terra de 186% em 2018, contra 160% em 2017. São 194 kW instalados sobre um terço de hectare, em estrutura de cinco metros de altura, no projeto APV-RESOLA.

O comunicado do Fraunhofer ISE, de 12 de abril de 2019, detalha o resultado: os 186% se apoiam na colheita de batata daquele verão, excepcionalmente quente. Entre as quatro culturas, o aipo rendeu 12% a mais que a referência, o trigo de inverno 3% a mais e o trevo 8% a menos. A irradiação sob os módulos ficou cerca de 30% abaixo do campo de referência.

O mesmo comunicado situa o custo: a geração do sistema agrivoltaico é competitiva com a de um telhado solar pequeno. Isso coloca o arranjo em faixa de custo acima da usina em solo, porque a estrutura elevada e o vão para maquinário entram no capex.

Essa faixa define quem paga a conta. O projeto fecha quando a energia substitui tarifa no próprio produtor ou quando a cultura embaixo tem valor suficiente para bancar a estrutura. No Brasil, fruticultura e horticultura irrigadas reúnem as duas condições, e é por aí que o agrivoltaico entra antes de chegar ao grão.

English version

The Heggelbach agrivoltaic system in southern Germany recorded land use efficiency of 186% in 2018, against 160% in 2017. It has 194 kW installed over one third of a hectare, on a five-metre-high structure, under the APV-RESOLA project.

The Fraunhofer ISE release of 12 April 2019 sets out the detail: the 186% rests on that summer's potato harvest, in an exceptionally hot year. Of the four crops, celery yielded 12% more than the reference, winter wheat 3% more and clover 8% less. Irradiation under the modules was about 30% below the reference field.

The same release places the cost: electricity from the agrivoltaic system is competitive with a small solar rooftop. That puts the arrangement in a cost band above ground-mounted plants, because the elevated structure and the clearance for machinery sit in the capex.

That band decides who pays. The project closes when the electricity displaces a tariff at the farm itself, or when the crop underneath carries enough value to fund the structure. In Brazil, irrigated fruit and horticulture meet both conditions, and that is where agrivoltaics enters before it reaches grain.

FontesFraunhofer ISE, Agrophotovoltaics: High Harvesting Yield in Hot Summer of 2018, 12 de abril de 2019, https://lnkd.in/gYNK6aPz

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗