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Nº143

Google compra o atributo da Stegra, não o aço

Publicação comentadaPost de Klaus Steven: “World’s first large-scale, green hydrogen-based steel plant can cut emissions by up to 95%” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

Até agora, comprar aço de baixa emissão significava comprar o aço. A Google anunciou em 17 de setembro de 2026 um contrato de outro tipo: receberá certificados de atributo ambiental (EACs) referentes a até 91 mil toneladas do aço produzido no primeiro ano da planta da Stegra, em Boden, na Suécia, que troca carvão por hidrogênio verde na redução do minério.

O comunicado diz que o aço é projetado para atender à definição de aço de emissões quase nulas da AIE. O relatório da agência, de 2024, fixa o limiar entre 400 e 50 kg de CO2 equivalente por tonelada de aço bruto, conforme a fração de sucata, e estabelece que a definição é física: exige tecnologia instalada, sem compensações ou créditos de redução.

São duas coisas distintas no mesmo anúncio. A produção em Boden atende ao critério físico; o certificado, por desenho, separa o atributo ambiental da tonelada, e o mesmo relatório da AIE lista clareza de cadeia de custódia entre os princípios das definições.

O que segue em aberto é como cada país transforma a definição em política pública. A AIE trata o limiar como linguagem comum a ser adotada em regulação nacional, e essa adoção dirá se o certificado conta como redução declarável ou como financiamento antecipado. Para a Stegra, o efeito já é concreto: receita no ramp-up.

English version

Until now, buying low-emission steel meant buying the steel. On 17 September 2026 Google announced a different kind of contract: it will receive environmental attribute certificates (EACs) covering up to 91,000 tonnes of the steel produced in the first year of Stegra's plant in Boden, Sweden, which replaces coal with green hydrogen in iron reduction.

The announcement states the steel is designed to meet the IEA definition of near-zero emissions steel. The agency's 2024 report sets the threshold between 400 and 50 kg of CO2 equivalent per tonne of crude steel, depending on scrap share, and states the definition is physical: it requires deployed technology, without offsets or emissions reduction credits.

Two distinct things sit in the same announcement. Production in Boden meets the physical criterion; the certificate, by design, separates the environmental attribute from the tonne, and the same IEA report lists clarity on chain of custody among the principles for definitions.

What remains open is how each country turns the definition into policy. The IEA treats the threshold as a common language to be adopted in national regulation, and that adoption will decide whether the certificate counts as a reportable reduction or as early finance. For Stegra the effect is already concrete: revenue during ramp-up.

FontesAIE, Definitions for Near-Zero and Low-Emissions Steel and Cement, 2024, https://lnkd.in/dUXVPrp8

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗