Markets & regulationPT

Nº235

Governor-elect rules out privatising Cemig

English version in preparation. The original analysis, in Portuguese, follows below.

Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno de 2026, afirmou nesta semana que não pretende privatizar a Cemig. A desestatização era bandeira de Romeu Zema desde 2019 e chegou a virar projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa em novembro de 2024, sem avançar.

A decisão política recai sobre um plano de capital já aprovado. Em fato relevante de 12 de dezembro de 2025, a Cemig informou que o Conselho de Administração aprovou, no dia anterior, a atualização do Plano Plurianual para o ciclo 2026-2030, com investimento estimado de R$ 44 bilhões; só em 2026 são R$ 6,725 bilhões, dos quais R$ 5,269 bilhões em distribuição.

Com a venda fora do horizonte, esse capital sai de geração de caixa, dívida e, se faltar, acionista. O controlador é o Estado de Minas Gerais, com restrição fiscal conhecida. O lado positivo é previsibilidade: a tese de investimento deixa de depender de um evento de privatização e passa a depender de execução de capex em rede, que é o que a tarifa remunera.

Para fornecedor, prestador de serviço e desenvolvedor em Minas, a leitura é de continuidade. O plano de R$ 44 bilhões segue sendo o contrato relevante, e o próximo marco verificável é a revisão desse plano pelo novo governo.

SourcesCemig, Fato Relevante, 12 de dezembro de 2025, https://lnkd.in/dueus8rU

Original post. This analysis was published on the Linus Green Energy page on LinkedIn. Open on LinkedIn ↗