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Solar & geraçãoPT · EN

Nº238

Solar de uso duplo na Holanda e a fila de conexão

Publicação comentadaPost de The Energy Shift: “Solar Power Without Sacrificing Land” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

A defesa do solar de uso duplo na Holanda costuma ser feita pelo argumento de área. Um post da The Energy Shift elenca telhado, cobertura de estacionamento, estufa e solar flutuante como formas de gerar eletricidade em espaços que já têm função. O enquadramento é de tese; o quadro regulatório vem de fonte independente.

Na Holanda, o que separa esses projetos hoje é fila de rede. O Codebesluit prioriteringsruimte transportverzoeken 2025, da ACM, altera o Netcode Elektriciteit e obriga os operadores, desde 1º de janeiro de 2026, a aplicar um quadro de priorização nas áreas de congestionamento. Três categorias podem ter preferência na alocação de capacidade, e a primeira é a dos redutores de congestionamento.

Isso muda a conta do investidor. Onde a capacidade é escassa, o ativo pronto não gera receita enquanto não recebe conexão. Telhado, estacionamento e estufa costumam nascer atrás de uma conexão existente, com consumo no próprio local, e dependem menos de capacidade de transporte nova. O flutuante, em regra exportador, depende.

A escolha do local virou variável financeira, não apenas ambiental. Em rede congestionada, o projeto que reduz a demanda por transporte novo encurta o intervalo até a primeira receita.

English version

The case for dual-use solar in the Netherlands is usually made on land. A post by The Energy Shift lists rooftops, solar carports, greenhouses and floating solar as ways to generate electricity in spaces that already serve a purpose, and concludes that the future of the technology depends as much on where it is installed as on how much it produces. That framing is the author's thesis; the regulatory picture here comes from an independent source.

In the Netherlands, what separates these projects today is the grid queue. The ACM's Codebesluit prioriteringsruimte transportverzoeken 2025 amends the Netcode Elektriciteit and, since Jan. 1, 2026, obliges grid operators to apply a prioritisation framework in congestion areas. Three categories may be granted preference in the allocation of capacity, and the first is congestion reducers.

That changes the investor's arithmetic. Where capacity is scarce, a finished asset earns nothing until it is connected. Rooftops, carports and greenhouses tend to sit behind an existing connection, with consumption on site, and depend less on new transport capacity. Floating solar, typically an exporter, depends on it.

Siting has become a financial variable, not only an environmental one. On a congested grid, the project that reduces demand for new transport shortens the interval to first revenue.

FontesACM, Codebesluit prioriteringsruimte transportverzoeken 2025, vigente desde 01/01/2026, https://lnkd.in/dtxppU_K

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗